Cinema Experimental

Documentário Ensaístico


Paraíso Tropical

ÁLBUM DUPLO VISUAL

uma longa jornada de Fabio Swartele

Uma série de 21 fotofilmes em formato de longa-metragem experimental que trata sobre memória, identidade e poder. Uma investigação visual sobre como arquivos adormecidos podem despertar através do encadeamento musical, se tornando uma experiência cinematográfica despida e sem pudor em relação aos diferentes tipos de acervos utilizados. Provando que temas importantes como escravidão, racismo, migração, imigração, repressão, resistência, censura, tortura, ditadura, futebol e religião cruzam gerações e permanecem presentes na construção da sociedade contemporânea.

sinopse

Paraíso Tropical – Álbum Duplo Visual percorre períodos históricos sombrios da nossa sociedade como forma de refletir a formação da memória coletiva brasileira a partir da memória individual do artista. Uma série de 21 fotofilmes que compõe um longa-metragem sob a lógica estrutural de um LP (long-play) disco duplo musical (vinil) que articula arquivo, fotografia, memória, cinema experimental, reflexão historiográfica, crítica social e crítica política. Ao longo da série, que é dividida em quatro blocos conceituais, o corpo aparece como eixo estruturante da investigação. Corpo escravizado, migrante, institucionalizado, infantil, festivo, esportivo e político. Corpo sacrificado e corpo performativo. Corpo ausente e corpo celebrado.

A obra artística parte da hipótese de que o arquivo não é um lugar de repouso do passado, mas um campo de conflito no presente. E o que se busca é tensionar o arquivo, expor suas fissuras e reinscrevê-lo num campo sensível, onde tanto a imagem como principalmente o som – que determina o andamento dos filmes – possam operar como forças críticas e legitimar a memória. O arquivo aqui é a matéria bruta capaz de desestabilizar os acervos oficiais e resgatar o que neles foi soterrado pela desigualdade estrutural, preconceito racial, controle estatal, discriminação regional, arbitrariedade governamental, fetiche visual, violência de gênero e repressão ditatorial.

identidade visual

Cromaticamente o círculo carmesim está ligado à energia, vitalidade e sinceridade, simbolicamente sobre branco emite energia, vitalidade e sinceridade, o que a série é. Aqui essa identidade remete a importância do não apagamento dos grupos minoritários e mais discriminados na busca por um novo horizonte de vida, a partir de uma ligação conceitual profunda com a questão da memória individual e coletiva. Uma imagem marcadamente minimalista, histórica e singular, singrando uma perigosa travessia, um novo destino e uma longa jornada em torno de temas que atravessam gerações e assombram o nosso presente.

cartaz

folders

trailer do curta-metragem
"Tempo de Esquecer Formas de Lembrar"

trailer do média-metragem
"Brutissima"

trailer do longa-metragem
"Paraíso Tropical"

podcasts

Tempo de Esquecer


Bruttissima


Paraíso Tropical


imprensa

A divulgação do projeto ocorreu por meio de exibições, mostras, palestras e apresentações públicas com cobertura midiática, em destaque a pré-estreia e palestra no Teatro Central da Universidade de Franca - UNIFRAN, posteriormente no Teatro Mozart da FAMEF, matérias de imprensa sobre a pesquisa-criação (Rádio IVE; FAMEF; Franca 24 Horas; Notícias de Franca), além de entrevista aprofundada sobre o percurso do artista distante do Brasil e como transformar imagens em histórias no Zoom Podcast (assista aqui).


Rádio IVE

Uma Jornada de Arte e Impacto: Fabio Swartele traz “Paraíso Tropical” ao Teatro Central da UNIFRAN

Faculdade Metropolitana de Franca (FAMEF)

Palestra “Tempo Bruto Tropical” e exibição da trilogia de filmes

Franca 24 Horas

Professor de Portugal lança filme nesta segunda-feira (8) em Franca

Notícias de Franca

Uma jornada de investigação artística: Fabio Swartele propõe reflexão profunda através do cinema experimental

releases

Tempo de Esquecer Formas de Lembrar

Bruttissima

Paraíso Tropical

Compilado

blocos conceituais

lado A

investiga o corpo capturado por regimes de violência estrutural – escravidão, migração, imigração, e apagamento institucional

lado B

desloca o olhar para pedagogias informais, afetos coletivos e práticas performativas:  mesmo em festa, jogo ou aprendizagem, o corpo permanece atravessado por estruturas históricas

lado C

é onde tem início o aprofundamento da investigação artística pelo deslocamento dessa travessia física e do aprendizado afetivo, através de uma amplidão para o território da representação e da política; a identidade e o gênero tornam-se um processo instável entre a origem delas e a experiência de vida

lado D

permeia e atravessa a violência do regime militar imposto no Brasil, não só em relação ao corpo individual, mas sobretudo, ao corpo coletivo, que acentuam ainda mais as tensões entre símbolo nacional, memória traumática e política da imagem

temas abordados

escravidão

as marcas deixadas e sua permanência na organização social, econômica e cultural do país

racismo estrutural

uma reflexão sobre desigualdades históricas e os mecanismos institucionais que contribuem para sua reprodução

migração e imigração

deslocamentos, movimentação, apagamentos e reconstrução das identidades culturais

discriminação e preconceito

hierarquias sociais, as violências estruturais e dinâmicas de exclusão que incidem sobre corpos e identidades marginalizadas no tecido social

espionagem e tortura

aborda práticas de vigilância e violência política presentes em contextos autoritários

censura e ditadura militar

os impactos do controle da informação, das limitações às liberdades civis e a repressão política sistemática dada aos dissidentes

resistência e liberdade

organização de sindicatos, movimentos sociais, luta armada, manifestações culturais, protestos estudantis e religiosos como formas de enfrentamento diante das estruturas arbitrárias de poder

conquistas femininas

as transformações sociais impulsionadas pela participação das mulheres na luta por direitos, reconhecimento e igualdade

futebol e religião

dois importantes elementos da cultura brasileira analisados como experiências de identidade, mobilização e construção simbólica

palavras-chave

arquivo cinema experimental memória música cine-ensaio fotografia política identidade sociedade Brasil